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Post 2 – Copa do Mundo

Já que estamos falando de Copa do Mundo, vamos ver o que é que eu me lembro conforme vou escrevendo. De 1968 para cá, a Rússia é o meu 13º Mundial. A primeira lembrança que vem é do campeonato de 1974, disputado na Alemanha. Não que eu recorde dos jogos ou da festa da torcida. O que eu me lembro mesmo é do álbum de figurinhas. Esqueça as versões modernas, o álbum quando eu tinha seis anos de idade era um bitelo de papel duro, que chegava a dobrar a espessura de tanta cola que se passava pra colar as figurinhas. Você já ouviu falar em cola feita com farinha? Dá um Google aí. Até hoje lembro de um jogador do Zaire que tinha no álbum, o Lobilo Boba.

Álbum da Copa de 1974

Da Argentina em 1978 eu me lembro que, na volta às aulas, escrevi a famosa redação “como foram minhas férias” em que contava como fiquei com o joelho roxo ao dar uma topada contra a parede na comemoração de um gol do Dirceu. Provavelmente foi o gol que o vascaíno marcou contra a Itália na decisão do terceiro lugar e deu o título de “campeão moral” daquele mundial, depois da armação entre Peru e Argentina.

Aí veio 1982. Aos 14 anos essa coisa de Copa do Mundo começava a ficar séria. Zico, Sócrates, Falcão, Éder, Oscar, Cerezo, Edinho, Dinamite, a maior quantidade de craques por metro quadrado que algum país poderia ter. Mas no meio do caminho havia um Rossi, havia um Paolo Rossi no meio do caminho. O mais legal daquela Copa é que um ano antes, no dia 14 de março de 1981, assisti ao amistoso Brasil 2 x 1 Chile, gols de Reinaldo e Zico, no estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, que um dia foi o local de trabalho do meu pai, numa história que conto outra hora.

Em 1986 ainda havia a esperança de alguma coisa, mas tudo morreu nos pênaltis contra a França. Aí vieram os anos 1990 com o tal futebol de resultado, e assim, com Parreira e companhia, faturamos o tetra na base do zero a zero. Depois vieram Zidane, os holandeses, os alemães, com o penta do Fenômeno no meio do caminho.

Neste ano, os horários ajudam e tem cada jogão com o imortal Galvão, não perco um! E tem também a história se repetindo. Ao ajudar minha filha de seis anos a colecionar o álbum da Copa, vou escrevendo junto os capítulos das muitas Copas que ela e a irmã mais nova terão pela frente. Vai, Brasil!

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