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Post 4 – Desenho

Este desenho aí da foto é das poucas coisas que guardo da minha infância – quer dizer, tem também os jogos de futebol de botão e a manta verde, que guardo até hoje, mas isso conto outra hora. Quando eu era criança eu gostava de desenhar. Vivia desenhando os personagens Disney, era Mickey pra todo lado. Na escola eu usava isso a meu favor para impressionar as garotas desenhando cinderelas, brancas de neve e tudo mais.

Um dia, na Copa de 1982, ajudei um primo a desenhar algo para participar de um concurso da loja Jumbo Eletro. Como o símbolo da loja era um elefante, desenhamos uma torcida de elefantes assistindo a um jogo da seleção brasileira no estádio. Ele ficou com o terceiro lugar, deve ter ganho um faqueiro, um jogo de baixelas, ou algo assim.

Daí que em outro dia, eu simplesmente parei de desenhar. Travei e nunca consegui entender isso direito. Até que neste ano, durante uma das minhas participações na Feira do Livro de Ribeirão Preto (olha outra história que vem aí!), o Arnaldo Júnior, meu companheiro de fanzines e outras ideias malucas, um mestre na arte de usar as histórias em quadrinhos em sala de aula, falou algom mais ou menos assim: “todo mundo nasce sabendo desenhar, mas se não praticar, vai esquecendo, e a sala de aula tem muito a ver com isso, pois se uma professor fala para o aluno, ainda criança, que ele não pode pintar a copa de uma árvore de azul, porque a copa de uma árvore deve ser verde, olha um obstáculo aparecendo aí.” Não me lembro se ocorreu algo do tipo em sala de aula. Recordo que o professor de desenho geométrico até me chamava para ajudá-lo na lousa.

Bom, mas o fato é que eu não desisto tão fácil das coisas, como mostram os desenhos que andei fazendo tempos atrás na série ‘Caminhando e Escutando’, que você pode ver aqui: https://goo.gl/YhvnPa

E como outro dia minhas filhas ficaram admiradas com minha Galinha Pintadinha, minha Pepa Pig, meu Pocoyo, quem sabe não arrisco uns rabiscos até o fim dos 50 Posts?

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