Feira do Livro de Ribeirão Preto 2018

Meus amigos, nesta terça (22), às 9 horas, na Biblioteca Padre Euclides, participo, ao lado dos amigos Arnaldo Jr., Arnaldo Neto, João Francisco Aguiar e Vinil, do salão de ideias “Literatura, zines e quadrinhos: um diálogo possível”, minha terceira participação como palestrante na Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto. Foram outras tantas como mediador.

Será um momento bem especial, com a presença aguardada do escritor Ignácio de Loyola Brandão para lançamento do Zine Zero, um fanzine de 36 páginas com adaptações em quadrinhos para os textos do autor.

Nesta terça (22), após o lançamento, o fanzine também estará disponível na versão digital. Mas se eu fosse você, iria ao salão para conhecer o zine em papel. A Biblioteca Padre Euclides fica na rua Visconde de Inhaúma, 490, no Centro de Ribeirão.

Nivelando por baixo

Houve um tempo em que Ribeirão Preto era um município respeitado por este Brasil afora, quiçá internacionalmente. Claro que ainda estamos acima da média de muitos lugares por aí, e aí é que está o problema: a média tem sido nivelada por baixo. Muito por baixo.

Vamos a alguns exemplos? Ribeirão já foi reconhecida por sua excelência em saúde. Ainda temos destacados centros acadêmicos e médicos de comprovada experiência. Mas, e o atendimento público da saúde? Postos fechados, ausência de médicos, agendamentos demorados e falta de medicamentos são apenas alguns dos problemas crônicos da área.

E a tal Capital da Cultura que já fomos um dia – ainda que eu nunca tenha concordado com tal honraria -, o que é que foi feito dela? Espaços sucateados, projetos interrompidos e inexistência de programas de formação cultural não são exatamente o espetáculo que gostaríamos de assistir.

Na Educação não são apenas os alunos que faltam vez ou outra às aulas. Falta uniforme, falta material, falta professor, falta merenda, falta porta no banheiro…

E a (in)segurança pública? Ruas escuras, mato alto, praças abandonadas, falta de oportunidades de emprego, de educação, de cultura, de vida, que empurram para as ruas uma leva de desocupados. E dá-lhe roubo, agressão, facada, medo.

De dentro de nossos condomínios e veículos bem refrigerados assistimos pela janela, passivamente, à destruição de tudo o que foi construído até aqui.

Têm culpa os homens que ocupam agora o poder? Claro que sim. Mas, e nós, você e eu? Vamos  continuar a canalizar nossa indignação apenas para as redes sociais da vida, nesta desconexão com o mundo real que nos cerca? Continuaremos, também, nos nivelando por baixo? (Angelo Davanço)